A comunicação é uma condição humana, mas é na infância que a iniciamos, desenvolvemos e aprimorando através da socialização e da interação social. As experiências positivas e negativas dessa fase ficam marcadas para sempre em nossa mente. Essas experiências, os bloqueios e até os traumas, podem determinar a maneira que iremos nos expressar. Muitos adultos se intitulam “tímidos”, mas pode não ser bem assim.

Se analisarmos o conceito de timidez nos dicionários, vamos nos assustar diante de tantos adjetivos negativos, inadequados e até errôneos. O conceito de timidez e de tímido está sempre associado a fraqueza, debilidade, acanhamento, dificuldade de relacionamento e até bisonhices. A própria palavra “timidez”, que vem do grego, tem conotações extremamente pejorativas, tais como, medroso, temeroso, assustado, horrendo e terrível.

Com tantas designações negativas, como você se sentiria sendo uma pessoa introvertida e que, por isso, em algum momento de sua vida será, ou foi vista socialmente, ou taxada como uma pessoa “tímida”? Nada bem!

Crianças introvertidas sofrem muito, pois os pais, as escolas e a sociedade como um todo, não estão preparados para recebê-las, compreendê-las e aceitá-las, pois, vivemos, historicamente, a ditadura do extrovertido

Pense: quando você viu em um jornal a solicitação para uma vaga de emprego, destinada às pessoas introvertidas? Quando você reconheceu e descreveu em seu currículo ser uma pessoa introvertida? Com certeza nunca.

De acordo com o senso comum, ser introvertido é algo ruim, negativo, fora da norma ou expressa um tipo de incapacidade comunicativa. Consequentemente, o padrão de comunicabilidade passa a ser o do perfil extrovertido, falante, que fala alto, que fala muito, que adora estar no meio de pessoas e de ser o centro das atenções. Nada de errado em ser uma pessoa extrovertida, apesar de constatarmos, nesse perfil, dificuldades, bloqueios e limitações que necessitam ser treinadas e desenvolvidas, mas que ficam encobertadas pelo padrão normativo da sociedade em valorizar mais os extrovertidos em detrimento dos introvertidos.

Diante dessa realidade, cabe ao perfil introvertido, aceitar a sua condição de bom ouvinte, desajeitado e sem as qualidades comunicacionais de um extrovertido modelo. E assim caminha a humanidade: cada um instalado, emocionalmente, em sua zona de conforto com os seus pensamentos limitantes, alimentando a auto sabotagem que resultará em sofrimento de várias ordens.

“Nós do Intrepeds, que trabalhamos há 30 anos com o desenvolvimento humano, não aceitamos essas condições que violam a liberdade de expressão, que abalam a autoestima das pessoas e boicotam o seu desenvolvimento pessoal, social e profissional”, afirma Sirley Maciel, especialista em oratória. “Nós defendemos que a timidez não existe e proporcionamos, às pessoas introvertidas e extrovertidas, condições para o seu desenvolvimento integral. Para isso, desenvolvemos um método criativo, eficiente e prático, que possibilita às pessoas compreenderem suas qualidades a serem reconhecidas e reforçadas, e as dificuldades a serem superadas independentemente do seu perfil. Para nós, o poder de comunicação está dentro de cada ser humano; ele é latente e vivo; só precisamos reconhecer, desenvolver e treinar”.

Os métodos da INTREPEDS são uma síntese de esforços, estudos e técnicas advindos de várias áreas do conhecimento e da ciência, tais como educação, oratória moderna, comunicação assertiva e não violenta, psicologia, filosofia, psicodrama, neurociência, hipnose, PNL e regressão. Resultando em um método intitulado Oratória Assertiva para Todos. Onde em trabalhos em grupo ou em atividades individuais é possível contribuir efetivamente para a superação das limitações e dos problemas de comunicação de cada perfil.

A partir dos nossos trabalhos, o perfil introvertido reconhece suas habilidades e qualidades de bons comunicadores, tais como: paciência, calma, capacidade de planejamento e pensar antes de falar. O perfil extrovertido reconhece sua criatividade, expansividade e capacidade de improviso como recursos fundamentais para o seu desempenho. Essas diferenças saem da condição de problemas e passam a compor as bases para a construção de uma identidade, de um estilo de comunicador.

“Ninguém nasceu tímido; todos nós fomos intimidados; uns mais, outros menos. Agora adultos e donos de nossa existência, podemos escolher: ficar como estamos ou enfrentar nossos limites e desafios. O que você escolhe? Estamos prontos para contribuir com o seu desenvolvimento. Conte conosco, você não está sozinho nessa jornada”, finaliza Sirley.

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