A codependência afeta o psicológico

A dependência pode ser tóxica de diferentes maneiras, não importa o motivo ou objeto que a causa. Drogas e álcool são comuns, mas existem também a dependência afetiva, chamada de codependência, que pode afetar seriamente o psicológico humano.

Presente em relacionamentos abusivos, tanto conjugais quanto familiares, todos conhecem alguém que suporta tudo por outra pessoa. Isso acontece, pois, é dependente dela emocionalmente.

“Quando você aceita comportamentos destrutivos e problemáticos e sua única motivação é ajudar a pessoa que os têm, ocorre o diagnóstico de codependência, que é um transtorno emocional”, conta Leandro Cunha, especialista emocional, escritor e presidente da FBIE.

Em casos extremos, o indivíduo só se sente útil quando vive em prol daquele que o destrói, se responsabilizando e tentando consertar erros que não são próprios. Suas vontades, necessidades e desejos são deixados de lado.

“Quem lida com a codependência tem medo de perder o amor do outro, dificilmente tem relações saudáveis e autonomia. Também tendem a ser controladores”, relata.
A busca por controle se mostra desde gentilezas desnecessárias até preocupações excessivas. Isso acontece de forma compulsiva, o codependente não percebe que age assim na maior parte do tempo. Com um sentimento persistente de insuficiência, já que é impossível solucionar os problemas de alguém sem colaboração deste.

“Conforme a pessoa se torna codependente, entra em um estado de auto-abandono. Pode perder relacionamentos e o emprego, ou melhores oportunidades de trabalho, prejudicar a saúde e deixar para trás tudo que o torna único”, explica Leandro.

É comum que problemas como a depressão e ansiedade acompanhem o transtorno, já que afeta o campo psicológico severamente. Para alcançar a cura, é preciso resgatar a autoestima.

Através da psicoterapia e a colaboração do paciente, pode-se voltar a ter uma vida com relacionamentos saudáveis e tomar de volta o protagonismo que é seu.

Leandro Cunha

Treinador em Inteligência emocional e Espiritual e presidente da FBIE – Fundação Brasileira de inteligência emocional

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui