Todo relacionamento é baseado em escolhas. Mesmo que, muitas vezes, pareça que o caminho é um só ou que tenha que ser exatamente de uma determinada maneira, ainda podemos escolher. Nossa vida é o conjunto das escolhas que fazemos diariamente.

Fonte:Blog das Amarildas

Segundo a orientadora emocional para mulheres Camilla Couto, especializada em relacionamentos, estamos escolhendo a toda hora, mesmo que pareça que não: “até mesmo deixar de escolher e ser levados pelo fluxo é uma escolha. E nos relacionamentos não é diferente”, enfatiza. Camilla lembra que não somos obrigados a continuar em um relacionamento tóxico, por exemplo, nem nos relacionarmos com quem não desejamos, e inclusive se a pessoa for da família ou do trabalho, por exemplo, ainda assim, somos nós quem escolhemos a importância que damos para essas pessoas em nossa vida: “somos nós quem escolhemos o quanto o comportamento delas nos influencia, e quanto tempo da nossa vida dedicamos a elas”, explica.

Camilla também lembra que estamos escolhendo ao aceitar o que é socialmente imposto: “quantas pessoas desejam uma vida livre e se prendem a relacionamentos para agradar ao círculo familiar? Quantos de nós suportam relações ruins por medo de encarar um divórcio? Ou, então, quantas pessoas escolhem simplesmente ficar sozinhas por medo de que suas relações sigam o mesmo destino que veem sendo perpetuado há décadas, sem amor, mas com o condicionamento social”?

Para Camilla, o processo de reconhecer que sempre temos o poder da escolha e que somos plenamente responsáveis por elas é profundo e transformador: “muitas vezes, temos medo de decidir, de optar. Medo de errar. E, então, seguimos o “senso comum” ou as velhas fórmulas que já conhecemos, iludindo-nos ao pensar que elas nos farão bem, e nos acomodando mesmo quando nos fazem mal, porque, afinal, é assim mesmo. Muitas vezes acreditamos que o rumo que seguimos é o único caminho possível. Mas não é”, enfatiza.

Conforme explica a orientadora, amadurecer emocionalmente é ser capaz de desbravar novos destinos, de reconhecer que o medo e a adrenalina de antes de se jogar em uma nova oportunidade podem ser positivos: “se as fórmulas conhecidas fossem perfeitas, não haveria casais desfeitos, amantes tristes ou famílias desunidas. Mas, se há casais felizes, famílias inteiras e pessoas realizadas, é porque existem maneiras diferentes de chegar a um mesmo lugar. Um caminho que só pertence a quem o escolhe. Que pode, sim, muitas vezes, ser diferente daquilo que foi sonhado ou planejado. Mas no inesperado há muito aprendizado”.

Estar em um relacionamento a dois significa escolher, constantemente. Escolher com quem se está, escolher se vai brigar ou aceitar a toalha molhada em cima da cama, se vai passar o Natal na casa dos próprios pais ou com a família dele/dela, quem faz o café da manhã e quem lava a louça. São escolhas que, primeiro, são feitas por indivíduos e que, depois, passam também a ser escolhas do casal. “Estar junto é compartilhar, inclusive o medo do desconhecido e do inesperado”, explica Camilla.

Não há certeza em viver. E, segundo Camilla Couto, é nessa impermanência que existe espaço para o novo, para a construção, para as escolhas: “imagine-se em uma realidade totalmente imposta, que loucura e que chatice que deve ser! Ser livre é correr riscos, é escolher a todo momento. E para escolher melhor, é preciso compreender quais foram os “erros” e os “acertos” e se permitir tomar decisões mais conscientes e mais firmes nos seus relacionamentos a partir de agora”, finaliza.

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