Por que insistir em um relacionamento desgastado?

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Certamente você conhece alguém que insiste em prolongar uma relação visivelmente desgastada. Não há mais amor, atração, as afinidades deixaram de existir, mas o casal continua junto, persistindo na infelicidade recíproca. Surpreendentemente, pesquisadores de dois estudos publicados pelo periódico científico Journal of Personality and Social Psychology revelaram que o fato de acreditar que o parceiro é muito dependente da relação afasta a possibilidade de uma separação. Por uma questão de empatia e pela percepção – muitas vezes enganosa – de que o companheiro é “frágil”, as pessoas permanecem no relacionamento pelo “bem do outro”, mesmo que se sintam desprezadas e insatisfeitas. Outros indivíduos relatam o medo da solidão, a dificuldade de admitir que o parceiro é a fonte de infelicidade, a incapacidade de lidar com o sentimento de fracasso em uma relação que não deu certo ou não reconhecem que alguns problemas não têm solução. Também aparecem aqueles que acham que “investiram” muito tempo, recursos e emoções na convivência e os que pensam que não encontrarão “alternativas” melhores.

O sonho de uma relação feliz, saudável e harmoniosa é, na maioria das vezes, abalado pela monotonia. Acompanhada por outros fatores – falta de diálogo, não saber ouvir, excesso de trabalho, desilusão com o parceiro –, o desgaste pode abater fatalmente um relacionamento. A verdade é que a gente se acostuma com a presença do outro, com os silêncios, com as pequenas divergências que parecem não ter importância, com o distanciamento. E, em um determinado momento, vem a consciência de uma infelicidade latente, de um desconforto na relação que começa a incomodar e interferir no nosso bem-estar. Em longos relacionamentos, as pessoas mudam, passam por uma série de transformações inerentes ao amadurecimento, consequências naturais das experiências vivenciadas. Exigências da carreira, da família constituída, das inúmeras responsabilidades, tudo contribui para que nos esqueçamos da essência, daquilo que, inicialmente uniu um casal. Não saber a hora de terminar é um dos obstáculos que qualquer relacionamento enfrenta. Não adianta insistir em algo que não tem futuro por medo de perder o pouco que ele oferece. Persistir no erro só complicará o desfecho. O “até que a morte nos separe” não existe, não estamos em uma prisão. Aliás, imaginar que essa pessoa será a primeira e única a nos trazer felicidade é imprudência.

Além de tudo, um relacionamento ruim é capaz de causar malefícios à saúde, equivalentes ao tabagismo e ao alcoolismo. Divergências nos relacionamentos por um longo período podem afetar a saúde mental. Discussões frequentes aumentam a produção do hormônio do stress (cortisol), causam inflamações, distúrbios no apetite e sono, ou seja, afetam a saúde como um todo e influenciam negativamente na rotina pessoal e profissional.

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Expectativas honestas, alinhadas desde o início da relação, evitam frustrações futuras. Para Jennifer Lobo, matchmaker, CEO e fundadora da plataforma MeuPatrocínio, “a possibilidade de uma relação transparente e com objetivos claros desde o início, como é o relacionamento sugar, possibilita que as pessoas sejam mais sinceras em suas pretensões e na exposição de suas emoções e eventuais insatisfações. Se não há consenso e as expectativas das partes envolvidas não forem atendidas, não há justificativa para permanecer em uma relação que demonstra não ter futuro. Ao contrário dos relacionamentos tradicionais, homens com o perfil de sugar daddy e jovens com o de sugar baby sabem exatamente o que desejam e, se não está dando certo, não há porque permanecer juntos. Clareza e verdade são a base do relacionamento sugar. Talvez tenha chegado a hora de tentar e fazer diferente”.

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