Dados do Ashley Madison mostram que mais de 70% dos casados que têm um affair pretendem continuar traindo pós-pandemia

Criatividade foi extremamente importante para tornar as relações dentro de casa mais leves, principalmente durante os meses críticos da pandemia. No entanto, depois de dias seguidos com os parceiros, em uma rotina que não estavam acostumados, muitos se viram mergulhados em tédio e insatisfação. Nessa situação, uma das saídas mais recorrentes foi a traição.

Para entender mais profundamente os impactos emocionais e comportamentais do coronavírus nos relacionamentos, o Ashley Madison, plataforma líder de relacionamentos extraconjugais, desenvolveu o estudo “Amor além do isolamento”. O Brasil, por sua vez, figura em primeiro lugar do ranking de países com mais inscritos nesse período, atingindo uma taxa de 35 mil novos membros por semana. Só no mês de agosto, brasileiros iniciaram mais de 18,6 mil novos casos no Ashley Madison.

Graças à tecnologia, a conexão digital se mostrou uma das principais e únicas formas de não se sentir alheio ao mundo. Nesse meio, também entra a infidelidade. Mensagens de texto, telefonemas e conversas por vídeo substituíram a maioria das formas de comunicação presencial com os entes queridos fora de casa, incluindo os amantes. O isolamento social não acabou com os casos; os amantes estão apenas adaptando seus métodos.

Uma membra brasileira, de 30 anos, conta sua experiência. “No primeiro mês da pandemia não tive contato algum. Estava tomada pelo medo. Mas, com o isolamento social, comecei a sentir falta de pessoas e recorri ao site Ashley Madison. Tive um número grande de matchs e mantive contatos virtuais. Como estava trabalhando em home office, meus encontros eram em horários comerciais e bem privados. Procurávamos não falar em áudios e vídeo, sempre escrita e trocas de nudes”.

Embora a maioria dos casos ainda continue no mundo virtual, muitos amantes se encontraram (e ainda estão se encontrando) ao vivo durante a pandemia. Para tentar fazer isso da maneira mais segura possível, 41% deles afirmam que adotaram a medida de usar álcool gel constantemente; 36% preferiram evitar multidões; 11% foram seletivos com áreas externas e 9% dos membros afirmaram que só se encontraram pessoalmente com o affair se o mesmo garantisse que havia testado negativo para Covid-19.

Apesar da pandemia ainda ser um cenário bastante real em vários países, 43% dos membros da Ashley Madison responderam que se sentiram confortáveis em encontrar os parceiros pessoalmente, tomando algumas precauções a mais, desde o início. No entanto, 25% só ganharam essa segurança quando algumas lojas começaram a abrir, e 15% deles ainda não se sentem confortável.

Quando o assunto é sexo, os amantes também adotaram novas regras: 55% pretendem ter apenas um parceiro até que haja uma vacina e 43% preferem esperar mais tempo para ter relações sexuais. Em termos de local, 46% dos amantes procuraram por motéis ou então optaram pela casa de um dos dois (37%).

Como o cenário mundial ainda alerta cuidado, até que haja uma cura ou prevenção definitiva para o coronavírus, 65% dos amantes serão mais seletivos com quem se relacionam ao vivo; e enquanto isso, 56% pretendem usar a criatividade nos encontros com distanciamento social.

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