Tudo começou em 1881 com o nascimento de Alma de Bretteville, na Califórnia (EUA). De uma família muito humilde, Alma abandonou os estudos e começou a trabalhar aos 14 anos. Apesar de muito jovem, sempre teve o sonho de se casar com um homem rico. O seu primeiro relacionamento sério foi com um homem maduro e bem-sucedido que a cobria de presentes caros, dinheiro, joias, obras de arte e a levava para frequentar os restaurantes mais caros. O único problema era que ele não queria o matrimônio e ela terminou o relacionamento. Mas Alma não desistiu do seu objetivo e, aos 22 anos, conheceu Adolph Spreckels, um rico empresário, 24 anos mais velho, dono de uma fábrica de açúcar, a Spreckels Company. Após um longo namoro, em 1908, Alma finalmente realizou o seu sonho e se casou com Adolph, tornando-se a mulher mais rica da região. Justamente pela atuação profissional do marido, Alma referia-se a ele como “sugar daddy”, ou “papai de açúcar”. Alma foi uma verdadeira “sugar baby”, enfrentou todos os obstáculos para mudar a sua posição social e aproveitou todas as viagens que fez para se aprimorar culturalmente.  Exerceu a filantropia e faleceu aos 87 anos, deixando um legado em coleções de arte.

Anos se passaram e a expressão relacionamento sugar se manteve e conquistou o seu espaço. Na plataforma MeuPatrocínio, a pioneira e a maior do Brasil, com cerca de três milhões de usuários, os homens com o perfil de Adolph Spreckels representam mais de 300 mil assinantes. Tal como o percussor, os daddies são homens poderosos, ricos e bem-sucedidos, procurando jovens atraentes, inteligentes e ambiciosas (Sugar Babies) para uma relação com objetivos transparentes e expectativas alinhadas desde o início. Esta tendência nos relacionamentos até hoje ainda causa muita controvérsia porque algumas pessoas julgam tratar-se de uma aproximação exclusivamente por interesses, mas, tudo depende do tipo de acordo estabelecido pelo casal. Alguns procuram um compromisso sério, sem a necessidade de joguinhos de conquista, outros apenas uma companhia para o compartilhamento de experiências e amizade.

No MeuPatrocínio, os daddies investem até R$ 1.000,00 no programa de assinatura para ter acesso aos perfis das mais de dois milhões de Babies cadastradas. Em Goiás, eles são 7.650. O perfil é composto por empresários (38%), profissionais liberais (37%) – advogados, arquitetos, médicos, engenheiros, administradores e consultores -, e diretores de empresas (20%), dispostos a ser os “provedores da relação”, oferecendo apoio financeiro, de carreira e, claro, emocional às suas escolhidas.

Do ponto de vista das Babies,  tal como Alma enxergava, os Daddies representam segurança, a figura de alguém que garante os estudos, uma estabilidade financeira e a possibilidade de realização de sonhos. Para muitas, mais vividos e honestos – característica essencial neste tipo de relacionamento –, eles são o antídoto para frustrações já experimentadas em ocasiões anteriores. Podem não ser donos de fábrica de açúcar, mas continuam conhecidos como os “pais de açúcar” das suas babies.

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