Orientadora emocional abre segunda turma do Clube da Ciumenta e revela: por que algumas pessoas sentem ciúme e outras, não?

Se você acredita ser imune ao ciúme, talvez se decepcione com esta informação: o ciúme é um sentimento inerente a todos os seres humanos. Segundo Camilla Couto, orientadora emocional, ele aparece como uma resposta à necessidade de apego e ao medo da perda – que todos nós temos em algum nível. Neste mês, ela lança a segunda turma do Clube da Ciumenta, criado para ajudar a lidar com o sentimento. No texto abaixo, ela explica por que algumas pessoas aparentam não sentir ciúme.

Segundo Camilla Couto, Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos, que acaba de abrir as inscrições para sua segunda turma do Clube da Ciumenta, um grupo de apoio criado para ajudar mulheres a lidar com o sentimento, tem, sim, gente que se julga incapaz de sentir ciúme. Para ela, normalmente, são pessoas que se consideram empoderadas e super seguras de si, logo, não têm ciúme de nada e de ninguém. Mas, conforme explica Camilla, “o ciúme é um sentimento como qualquer outro, portanto, inerente a todos nós, seres humanos. O mesmo acontece com a raiva e com a tristeza, por exemplo, todo mundo sente”.

Camilla lembra que o que varia é a forma como cada pessoa lida com seus sentimentos e suas emoções e, principalmente, como os expressa: “não é porque alguém quase não chora que não sente tristeza. E sabe aquela pessoa que aparenta estar sempre calma e centrada? Pode apostar, ela também sente raiva de vez em quando. Assim também funciona com o ciúme”.

Acredite, todo mundo sente ciúme em algum nível ao longo da vida. E não há nada de errado nisso, desde que não prejudique o próprio bem-estar e suas relações. “Quem não sofre por causa do ciúme, costuma olhar mais para dentro (para si mesmo) do que para fora (para o outro). São pessoas que confiam em si mesmas, conhecem o próprio valor e estão no comando de suas emoções. Já quem sente muito ciúme, costuma olhar mais para fora do que para dentro, se preocupa mais com o que o outro faz do que com o próprio comportamento”, revela a orientadora.

A profissional lembra que, além disso, quando temos medo de ser trocados por outra pessoa ou de ser menos amados do que ela, estamos implicitamente fazendo uma comparação entre tal pessoa e nós mesmos: “e é óbvio que, nessa comparação, nos sentimos ameaçados, inseguros e inferiores. Ou seja, o ciúme pode ser um reflexo de uma série de outros sentimentos e fatores que precisam ser trabalhados dentro de nós”.

A diferença entre as pessoas que dizem não sentir ciúme ou não demonstram senti-lo e quem “morre” de ciúme de tudo e de todos, para Camilla, é que elas não deixam esse sentimento tomar conta de suas vidas: “elas não o alimentam, não se deixam ser comandadas por ele. No fundo, a impressão de não ter ciúme nada mais é do que a capacidade de controlá-lo”. Mas, como controlar algo tão abstrato e que pode ser tão intenso? Para ela, o caminho é um só: “se conhecendo, aprendendo seu próprio funcionamento emocional, identificando suas dores, suas faltas, suas feridas, suas fraquezas e as situações em que você se sente desprotegido, rejeitado e abandonado”.

“O ciúme é, na verdade, uma resposta à nossa possessividade, ao nosso apego, ao medo de perder algo ou alguém que é importante para nós, à sensação de inadequação, ao receio de não ser bom o suficiente, à necessidade de controle. E ele se alimenta da insegurança, da falta de autoconfiança, da baixa autoestima. Por mais que essas não sejam características constantes nossas, certamente, há dias em que estamos mais frágeis e vulneráveis e elas vêm à tona. Então, para vencer o ciúme, o jeito é entender de si e se fortalecer emocionalmente”, explica Camilla.

Como eliminar o ciúme?

A orientadora não acredita que seja possível eliminar o ciúme da nossa vida, pois ele é parte da natureza humana: “a grande chave é aprender a lidar com ele. Pessoas que questionam suas crenças e verdades, que alimentam sua autoestima e que buscam apoio são capazes de lidar melhor com esse sentimento que, apesar de natural, pode ser bastante incômodo e danoso. Por isso, eu criei o Clube da Ciumenta, que já está finalizando sua primeira edição, e que terá, a partir do dia 18 de junho, sua segunda turma”. Ela explica: “a ideia é reunir mulheres que tenham, em maior ou menor grau, esse sentimento presente e atuante em suas vidas, e ajudar, na troca de experiências e nos exercícios propostos, a lidar de uma forma mais saudável com ele”.

Fonte:Blog das Amarildas

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