“Foi uma escolha muito pensada”, diz sugar baby

Ana Carolina F., designer de joias, 31 anos, assume, sem qualquer receio de julgamentos, ser uma sugar baby bem-sucedida. Como tantas outras babies, Ana pensou muito antes de decidir buscar uma relação em que os objetivos estivessem claros e alinhados desde o início e que fosse baseada em benefícios mútuos. “Aos 27 anos, terminei um longo relacionamento que deixou muitas marcas emocionais e frustações. Apesar de ser apaixonada pelo meu namorado, não via futuro e nem interesse da parte dele em assumir um compromisso. A insegurança era um sentimento que me dominava e, muitas vezes, imobilizava. Longe de ser saudável, eu estava dependente de uma paixão, vivia em função dele e não era valorizada. Ele mantinha outras relações esporádicas em paralelo e isso me machucava muito. Via as minhas amigas casando, formando família e eu estava sem perspectivas, deprimida”.

“Em 2015, li uma matéria sobre o relacionamento sugar e fiquei amadurecendo a ideia, avaliando os prós e os contras. Cansada de tudo que estava vivendo até então, decidi mudar de vida. Achei que, tendo a oportunidade de conhecer um homem mais maduro, encontraria a estabilidade emocional e financeira que tanto desejava”, conta Ana. Com muito esforço e determinação, ela terminou o relacionamento anterior e, com muita racionalidade, traçou exatamente o perfil do daddy que desejava. Ana buscava uma relação duradoura e, para isso, rejeitava aqueles que já estivessem comprometidos. Foi assim que ela conheceu Carlos, um empresário, 30 anos mais velho do que ela. No primeiro encontro, uma decepção: ele revelou que ainda era casado, mas que pretendia se separar, aquela conversa de sempre. Não era o que Ana queria e deixou isso bem claro. Durante alguns meses, ele continuou procurando por ela e, de vez em quando, saiam para jantar. Havia uma forte identificação entre eles, mas ela não queria ser a terceira pessoa na relação.

Para a surpresa de Ana, seis meses depois, Carlos se separou da esposa e voltou a procurá-la, propondo uma relação séria, como ela desejava. Ele era o que ela podia classificar como perfeito: dedicado, atencioso, experiente, culto, uma companhia agradável e que, principalmente, não media esforços para satisfazer os seus desejos. Com ele, Ana fez a sua primeira viagem internacional e se encantou com o mundo de possibilidades que ele oferecia. Mais seis meses se passaram e veio o pedido de casamento. Em uma cerimônia só para a família e amigos mais próximos, Ana realizou o sonho de muitos anos.

“Não vou mentir e dizer que estou apaixonada. Esse sentimento não me traz boas lembranças. Gosto muito do meu marido, ele é companheiro e me sinto confortável e segura. Para mim, é o mais importante. Ele me incentiva a realizar meus planos, não deixei de estudar e aprender coisas novas. Fiz um curso de designer de joias e hoje tenho o meu próprio atelier. Profissionalmente, estou realizada. Mas, nem tudo foi fácil, encontramos muita resistência por parte dos filhos dele. Com o tempo, tudo foi se ajeitando. No ano passado, depois de muita conversa, ele topou reverter a vasectomia e consegui engravidar, outro sonho meu. Nossa bebê vai nascer em fevereiro de 2020. Estou muito feliz e não me arrependo de ter tomado a decisão mais certa da minha vida ao optar por um relacionamento sugar. De forma bem objetiva, encontrei o que pretendia. Não me importo com os preconceitos que as pessoas têm com relação às figuras de uma baby em busca de um daddy. Para mim deu certo! E certamente dará para quem sabe exatamente o que procura e o que não está disposto a aceitar”, finaliza Ana.

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