Uma transformação que foi chegando de mansinho na relação, quase de forma imperceptível. É natural que, no decorrer do relacionamento amoroso, as pessoas mudem e preservem o carinho e o respeito. Aquele sentimento forte de uma paixão não termina da noite para o dia. Ele dá sinais e o casal vai se ajustando. A amizade e o companheirismo são ingredientes essenciais para qualquer relação evoluir, mas não podem ser o único alicerce, há muito mais sentimentos envolvidos.

Muitos casais observam, passivamente, a convivência se tornar cômoda. Instaura-se uma certa preguiça e o desejo de surpreender e agradar fica em segundo plano. Deixam de compartilhar objetivos e planos, seguem os seus caminhos individualmente, e, quando se dão conta, a relação ficou desconfortável. Não se pode esquecer que os relacionamentos demandam dedicação e empenho. Vocês convivem bem, não brigam, mas preferem a companhia dos amigos. Conversam, mas sobre assuntos banais, os temas de interesse mútuo foram esquecidos. Outro sinal de alerta que indica que o relacionamento está virando algo mais fraterno é a falta de desejo, talvez o mais importante. Quando a sexualidade é ignorada, a relação sofre um forte abalo. Demonstrar o desejo pelo outro mantem a paixão em movimento. Pequenos gestos como um toque, um jantar romântico e a manutenção do clima do namoro ajudam muito.

Mas, às vezes, não adianta. Torna-se necessário fazer uma autoavaliação honesta e reconhecer que o sentimento de amizade prevalece sobre os outros. É o momento de dialogar com o parceiro, expor-se abertamente. Se não existir a vontade de tentar mais uma vez, se não houver chance de recuperação, o melhor é tentar manter a amizade e seguir em frente. Nem tudo está perdido, sempre há o que celebrar, principalmente se vocês conseguirem manter a intimidade e aproveitar o conhecimento mútuo para cultivar o companheirismo. Pode até não acontecer de imediato, pois finalizações exigem um tempo para acomodar novamente os sentimentos e aquietar eventuais mágoas. Mas, se vocês quiserem preservar a amizade, provavelmente terão um amigo que pode dar opinião sobre as questões mais íntimas com muito conhecimento de causa. Sim, é possível!

Laís R., enfermeira de 28 anos, conta que conheceu a sua última paixão com a ajuda da plataforma MeuPatrocínio. “Procurava um cara mais maduro, alguém com quem pudesse compartilhar expectativas de uma forma aberta e transparente. Queria continuar estudando e também precisava de um apoio financeiro para realizar a minha pós. Conheci Roberto, um empresário de 52 anos, um verdadeiro sugar daddy. Além de ser um homem charmoso e inteligente, ele fazia de tudo para me agradar. Ficamos dois anos juntos e foi muito bom, até que eu percebi que a relação tinha se transformado em uma grande amizade. Não vou dizer que a separação foi fácil. Fizemos aos poucos, nos distanciando gradativamente da rotina que tínhamos estabelecido como casal. Depois de um tempo, me vi na posição de confidente e ele acabou se transformando no meu coach. Nos encontramos com frequência para colocar a conversa em dia e Roberto continua me estimulando a crescer profissionalmente. Agora, inclusive, estou fazendo um curso de especialização bancado por ele. Afinal, amigo é para essas coisas, não é mesmo?”.

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