Como saber se é mesmo amor?

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Em seu livro “Quem é você? Eu te ajudo a se lembrar”, João Gonsalves, terapeuta e criador do método de autoconhecimento, a autosofia, percebe o amor ser colocado diariamente como motivo de muito sofrimento para algumas pessoas, assim como é motivo de muita alegria para outras. “Porém, será mesmo o amor capaz de fazer alguém sofrer?”, indaga o autor.

É comum encontrar pessoas insatisfeitas com os seus relacionamentos, quando a harmonia na relação nem sempre é alcançada. Todavia, isso não significa, necessariamente, falta de amor, mas sim, parte das construções internas diferentes, ou seja, crenças e padrões de comportamento que cada um constrói segundo a sua própria história de vida.

“Quando estamos vibrando em uma consciência amorosa, somos compreensivos, aceitamos as diferenças, aceitamos que uma pessoa pode pensar diferente de nós, agir diferente de nós; aceitamos, inclusive, que as outras pessoas podem ser até contra nós, e ainda assim amamos essa pessoa e desejamos que ela seja feliz e fique bem”, comenta.

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Para o terapeuta, pesquisador e escritor, João Gonsalves, “o que cria o sofrimento em um relacionamento é o desejo de posse, a necessidade de ter a pessoa para si e a ideia de que só pode existir amor se o desejo for correspondido. Nesse caso, não seria amor, pois o amor não depende da reciprocidade”.

Gonsalves, em seu livro, desafia o leitor a um teste de amor em que este se pergunta o que sentiria caso a pessoa que ele diz amar confessa que prefere viver um outro relacionamento com outra pessoa: “Se amá-la, vai continuar querendo muito bem a ela, desejando que ela seja feliz onde estiver e com quem estiver, mesmo você sentindo tristeza por sua ausência”, afirma. Agora, caso a situação não aconteça dessa forma, o sentimento está rodeado apenas de posse.

Na ideia de que você é 100% responsável por tudo o que vive, Gonsalves aconselha que o melhor é cultivar sentimentos de abundância: amor em abundância, mesmo que esse inclua libertar. “Muitas vezes criamos e aceitamos situações de sofrimento como forma de punição. Há necessidade de eliminar as coisas do passado e se aceitar. O processo de aceitação como indivíduo, promove situações de felicidade”, explica João.

João acolhe aspectos importantes para gerar mais harmonia em um relacionamento e diminuir o sofrimento:

  • Se aprove. Quando entendemos que somos merecedores de amor, as coisas mudam entre o casal.
  • Conheça seus sentimentos. Você, mais do que ninguém, deve se conhecer e saber o que é bom ou não para você.
  • Se ame! Amar a si mesmo é passo importante na construção do amor ao próximo, o que pode inclusive, evitar muitos sofrimentos.
  • Tenha compreensão para com o próximo e aceite-o

“A natureza amorosa é abundante, infinita e não necessita de nada em troca”, ressalta Gonsalves, por fim.

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