Casais do mesmo sexo: suas peculiaridades e conflitos

Publicidade

Com base nos recentes debates jurídicos em torno do casamento para casais do mesmo sexo, há quem acredite que as dificuldades e conflitos dentro desses casais não devem ser discutidos abertamente, pois há muitos oponentes que poderiam encontrar apoio para suas afirmações homofóbicas nessas descobertas científicas.

Por que falar sobre seus conflitos?

Porém, para avançar no posicionamento social da comunidade LGBT, é necessário evidenciar as necessidades de cuidado desses casais e a corresponsabilidade social nas dinâmicas relacionais mais frequentes.

Portanto, não se trata de apresentar uma visão romântica ou demonizada dessas relações amorosas, mas, ao contrário, evidenciar suas particularidades e contribuir com elementos da psicologia para a construção de entendimentos e intervenções adequadas.

Publicidade

Temos observado que alguns dos motivos mais frequentes de consulta terapêutica que as pessoas sexualmente diversas fazem são dificuldades no relacionamento, como rompimentos constantes, maus tratos, infidelidade, ciúme, má comunicação, problemas sexuais ou brigas recorrentes. São sintomas que devem constituir um alarme para o casal e para os quais é necessário procurar ajuda.

Como posso avaliar meu relacionamento?

Vale a pena que os casais do mesmo sexo possam fazer uma avaliação regular de seu relacionamento, pois isso facilita a resolução de conflitos e a procura de ajuda antes que eles se agravem.

As áreas a serem avaliadas são:

  • a satisfação com a vida de casado (incluindo vida sexual, vínculo e comunicação)
  • as fontes de tensão pessoal que impactam o relacionamento (saída da universidade, morte ou doença de parentes, perda do trabalho, mudança de cidade, conflitos familiares, entre outros)
  • as crenças que limitam a experiência do parceiro (crenças religiosas e heteronormativas)
  • os conflitos que cada um dos membros do casal demonstra (ciúmes, maus-tratos, má comunicação, infidelidade, brigas ou separações constantes, entre outros).

A partir desse equilíbrio pessoal do relacionamento, os casais do mesmo sexo estarão em condições de definir que tipo de recursos e ajuda precisam para nutrir seu relacionamento e resolver suas dificuldades.

Convidamos você a deixar suas opiniões, ideias, experiências e contribuições sobre o assunto na seção de comentários que você encontrará abaixo do formulário de contato. Nós queremos ouvir de você!

Publicidade

Artigos relacionados

Comentarios

  1. Oi Ronnie, obrigado pelo espaço de compartilhar vivências. Ainda mais para mim que fui jovem nos anos 80, sei o quanto fez falta espaços como este! Infelizmente em países europeus há sites que filtram informações ou quando não vitimizam a situação de conflito de gênero, por exemplo, não qurendo entender que no Esporte Mundial a Mulher trans (não operada) competir com Mulher cis é injusto, porque a testosterona sendo produzida ainda, possibilita maior chance de vitória! Mais no site europeu que visitei, deixaram de publicar minha opinião porque, para eles, ser sensacionalista, parece, ser melhor. Sucesso a vocês, abraço!

  2. Seja hetero ou homossexual, a rotina passa a ser o grande problema a dois! Na questão homossexual, o grande desafio, passa a ser a heteronormatividade: Penetracao como clímax! Excetuando o namoro que tive por um ano, vivi foram encontros amorosos com colega ou amigo, sem aquela preocupação de roteiro: podia ele ou eu pedirmos sexo oral ou aquele mais virilizado, digamos assim, me dizia que estava querendo me penetrar e, com atenção perguntava se eu queria “sentir ele”! Momentos inesquecíveis! Como eu preferia ser penetrado, no colo do cara, muitas conversas rolava no ato sexual e, aquele que era bissexual comentava essa diferença do encontro amoroso com namoro/casamento: especialmente hetero. Geralmente o famoso “papai/mamãe”, ele ia se banhar depois e ela caia no sono! Conversar, geralmente, rotina da casa: compra/manutenção! Outro ponto, não raro, é o passivo (fixo) no casamento, com o tempo, laceado, ficar como “inservivel”, como casal de vizinhos meu: mais vezes colchão ao sol (sacada)! Tentaram vender o apartamento, mas como buscaram vender por preço que cada um pudesse comprar outro apartamento com conforto e não teve comprador, veio ai outro cara morar junto, imagina a situação do antigo parceiro que por anos foi penetrado!

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Compartilhe o artigo

Artigos Mais Recentes