Alexya Salvador é uma mulher transexual que considera sua própria existência como um ato político de resistência devido à predominância da ideologia conservadora no Brasil; A também pastora busca um assento na Assembléia Legislativa de São Paulo para representar uma população que, segundo dados internacionais, é atingida por uma violência sistêmica que tira a vida das mulheres transexuais no país.

Alexya é pastora da Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), uma organização religiosa que defende a defesa dos direitos humanos e que envia uma mensagem de aceitação ao povo LGBT.

Esta instituição foi fundada em 1968 nos Estados Unidos e tem mais de 400 comunidades em todo o mundo. Alexya faz parte de um grupo de pastores transgêneros que fez história no ano passado ao oficiar o primeiro culto religioso liderado por pessoas trans em Cuba.

A também ativista que defende os direitos das pessoas transexuais assegura que a igreja tem sido muito importante em sua vida; No entanto, ela detalha que sua posição religiosa é crítica porque se opõe aos pressupostos conservadores e discriminatórios da Igreja Evangélica, que é predominante no Brasil e condena a diversidade sexual e a autonomia corporal.

“A igreja me ajudou, me entendeu. Ela explicou que Deus me amou como eu, que não foi uma escolha, que Deus me fez assim “, explicou a professora no nível primário e mãe de dois filhos adotivos: Gabriel, 13, e Ana María, uma garota transexual de 11 anos.

Salvador procura ocupar um assento na Assembléia Legislativa de São Paulo para o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) com o objetivo de contribuir para a luta pelos direitos dos transexuais, uma população que sofre de forte violência no país, porque Segundo a Transgender Europe, o Brasil é o primeiro lugar em crimes de ódio contra mulheres transexuais, uma vez que ocupou a contagem internacional desses crimes nos últimos três anos.

Alexya se opõe ao chamado “Banco da Bíblia”, um grupo de legisladores do Congresso Nacional que defende os interesses das igrejas evangélicas.

A principal missão dessa mulher transgênero para alcançar seu posto depois das eleições de outubro é enfrentar, em nível regional, os fundamentalistas religiosos que se dedicaram à política; bem como contrariar tudo o que representa o candidato presidencial de direita Jair Bolsonaro, que se opõe abertamente aos direitos das pessoas LGBT.

“Minha candidatura é contraditória. É um contraponto dentro da própria igreja (Bolsonaro). É a figura da regressão total do Brasil. Representa tudo o que não deve ser dito ou feito. Ele representa tudo o que é pior “,  explica a mulher transgênero.

De acordo com a Associação Nacional de Travestis, para essas eleições no Brasil existem mais de 50 candidatos e candidatos a transgênero que buscam uma posição de eleição popular. As eleições estão marcadas para 7 de outubro.

Com informação EFe. Imagem tirada de Matlida.

Quer compartilhar fatos e dicas? Envie  para o e-mail: [email protected]

Comentários:

Comentar

Deixe uma resposta

error: Content is protected !!
WhatsApp chat
%d blogueiros gostam disto: